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Anjo

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Bastava o inicio da noite mostrar a face que eu sentia ele por perto, sentia a proteção que mesmo distante era destinada a mim, sentia aquela sensação maravilhosa de aconchego, de bem estar e de infinita tranquilidade onde antes não era possível.

Muitas vezes as palavras foram testemunhas do quanto eu lutei "sozinha" para chegar até aqui com meu coração inteiro, apenas com marcas para um dia relembrar onde eu errei. Mesmo nas piores situações, mesmo com o coração com uma unica parte viva ele estava comigo, me reerguendo de cada tombo e secando minhas lágrimas a cada nova decepção.

Ele estava ali, muitas vezes invisível, outras vezes em lugares que eu não queria enxergar, mas sempre ali, para mim, para o meu melhor, para dar sequência a tudo que de alguma forma eu tentava desistir.

Certeza tenho que eu não conseguiria sozinha, não pelo caminho que eu queria seguir. Fui forte quando precisei, fui fraca quando necessitei e persistente quando tudo seguia a rumo certo para dar errado.

Jamais conseguiríamos algo sem uma proteção que muitos chamam de "divina" ao nosso lado. Eu acredito que sempre tem alguém para nos proteger naqueles momentos urgentes e também para nos mostrar o endereço da felicidade. Não somos capazes de viver uma vida seguindo somente a nossa intuição, eu acredito que de algum lugar alguém que eu não conheça a fisionomia esteja observando essas palavras, que hoje são destinadas a ele.


Enquanto as horas não passam

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Madrugada, o telefone sem sinal na minha cabeceira diz que ninguém irá sentir minha falta esta noite, caso sintam será em vão para mim. 

Os sons que ecoam lá de fora são tristes, sabe daqueles tão silenciosos que você até chega ouvir alguém pedindo socorro. É, talvez esse alguém seja eu.

Minhas mãos insistem para as palavras pelo menos rascunharem o projeto de um desabafo, mas até elas minhas inseparáveis companheiras não estão comigo.

Já perdi a conta de quantas vezes olhei pro relógio e ele novamente não conspira a meu favor, suas batidas são calmas diferente das do meu coração.

O meu sono ficou perdido no primeiro episódio daquela série viciante e agora nem sinal dele, nem que alguém o tenha roubado e muito menos que alguém queira me devolver.

Faço uma seleção de músicas, na verdade já tenho uma seleção das músicas que eu preciso, estão em uma pasta escrito com letras chamativas, nostalgia.

Coloco o fone nos ouvidos, fico ali perdida por um bom tempo, viajando em meus pensamentos, tentando fazer minha mente fluir algo bom, mas novamente me transporto pra um destino certo ou talvez incerto, não sei.

Encima da mesa de cabeceira um livro aberto na décima página, um daqueles de auto ajuda, que ainda não encontrei ajuda alguma. Somente palavras de alguém que esteve em uma mesma situação e conseguiu sair, mas quem disse que eu quero sair?

Com o controle da tv nas mãos eu tento achar algo interessante, depois de ter escutado aquelas nostálgicas músicas eu quero algo melhor para fazer, impossível, não hoje, não agora.

Amanhece, a luz do sol interrompe o escuro triste do meu quarto, o meu sono chega, meus olhos não permanecem mais abertos e eu me rendo a todas as lembranças que agora estarão em meus sonhos e daqui alguns momentos em meu novo dia, até logo.

Sem tempo pra solidão

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As várias anotações da minha agenda informam que nas próximas semanas eu estarei bem ocupada.

 Vejo-me tão empolgada diante disto que é impossível não brotar aquele pingo de desconfiança.

Aquelas horas insuportáveis de tédio e agonia não se encontram mais presente, foram para um lugar bem distante, esperando eu não retornarem.
Meu dia tem bem mais que vinte quatro horas e eu as aproveito com muito orgulho.

Aprendi a viver, sem reclamar e lutar pelo o que eu vejo que sou capaz de ter. Não quero ver meus dias passando tão depressa e o tempo corroendo as páginas da minha história. Viver da maneira que eu vivia é muito triste, bem mais triste que alguém que sofre pelo tal do amor, quem sofre por ele tem algum sentimento, diferente de mim, que apenas tinha um sentimento escuro me acompanhando.

Hoje ver meus dias com aquele brilho de doer os olhos, com aquelas cores que me fazem acordar pro mundo, é muito bom. Dedico eles a mim, as pessoas que realmente eu preciso amar, aquelas que me amam. 

Vivo sem futilidades e na rua da simplicidade é o meu endereço.
No relógio as horas passam no ritmo certo, 
informando ao meu coração que estou sem tempo pra solidão.


Designer por Juliane Bastos e Pâmella Ferracini exclusivamente aos 3 anos do blog.