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Um dia daqueles

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Hoje foi um dia daqueles, daqueles que eu sei que sempre terei.
Simplesmente me pergunto o porquê tudo isso ainda insiste em acontecer comigo? E sinceramente não tenho respostas. Cheguei em casa, fiz uma xícara de café, fui ao meu quarto liguei a TV e me abafei na cama. Com o frio que fazia lá fora eu não tinha outra opção a não ser essa, café, cama, TV e noite fria. A solidão me tomava conta e o lugar que eu me sentia em paz foi sumindo com os passos firmes que se ouvia pela casa, aos poucos o cansaço daquele dia estressante foi tomando conta de mim e quando eu percebi estava sonolenta, mas eu tinha tanta coisa por fazer, tanto ainda pra arrumar e há minha semana estava acabando. Resolvi ficar por alguns instantes ali ainda, pra ver se eu conseguia me aquecer, mas parecia ser impossível, tudo em mim doía, o meu pequeno corpo sentirá a tão terrível noite que se aproximava. De repente sem ao menos querer uma lágrima caiu esquentando por segundos aquele rosto que imagem alguma poderia decifrar. Então percebo eu que estou num daqueles dias, daqueles que eu sei que voltará. Liguei o computador, comecei a ver imagens que me fizeram sentir uma tristeza imensa, eram pessoas que eu queria que estivessem ao meu lado, mas infelizmente estavam longe demais para atenderem um pedido meu. No relógio era exatamente 18h47min, ouço o barulho da porta principal ser aberta e juntamente risadas, barulhos, pessoas, gente demais para aquele momento. Milésimamente meu corpo sentira todos os sintomas de raiva, agonia, negação e revolta. E ao perceber que minha música preferida estava tocando, alguém rapidamente largou palavras duras dizendo que eu estava incomunicável hoje. Certamente estava, pois aquelas palavras ditas com um tom tão arrogante me fizeram acordar para a realidade e assim eu percebi que hoje era um dia daqueles, daqueles que por tempos me persegue. Voltei ao meu mundo, agora com fones nos ouvidos para me proteger daquele som que me agonizava demais. As lágrimas agora eram minha única companhia e a tristeza minha única proteção. Naquele quarto escuro eu me escondia de todos, talvez até de mim mesma. Um cheiro hipnotizante me fez adormecer e assim perceber que hoje era um dia daqueles, daqueles que eu queria ficar longe de todos, menos de você. 

O segundo dia da semana

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Não sei dizer bem quando começou, mas faz tempo que eu não simpatizo com a tal segunda-feira. Certamente nada da certo nesse dia pra mim, alguns dizem que já é de costume eu achar que ela sempre vem cheia de problemas, porém eu afirmo ‘Ela sempre vem cheia de problemas. ’

Primeiro que pra acordar não é nada legal e outra que tudo parece parar no tempo, principalmente eu. É vergonhoso como consigo andar em câmera lenta, como tudo a minha volta parece estar em ‘pause’ e eu não tenho ânimo algum pra apertar o ‘play’.

O dia parece ter mais que 24h, as coisas parecem ficar acumuladas e todos os problemas insistem em serem resolvidos logo nesse dia. Às vezes acho que só eu penso assim, porque tem tantas pessoas super animadas, de bom humor e cheios de expectativas para a semana, mas eu insisto em dizer que não consigo ser assim. Só de lembrar que vai custar muito pra chegar os dois dias que eu poderei descansar fazer o que eu quiser dormir e acordar a hora que eu bem entender a agonia já me toma conta.

Queria certo um remédio contra o tédio da segunda-feira, alguma coisa que me fizesse gostar como gosto da terça, quarta, quinta e principalmente sexta. Mas até que eu encontre isso terei que me acostumar muitos anos ainda, ou melhor, para sempre, pois sei que se a rotina não começasse na segunda, começaria na terça e assim eu passaria a ter outro ‘grave motivo’ de reclamar, odiar outro dia qualquer, menos o segundo dia da semana.

Designer por Juliane Bastos e Pâmella Ferracini exclusivamente aos 3 anos do blog.